sábado, 19 de setembro de 2009

POR QUE VOCÊ NÃO QUER MAIS IR À IGREJA?

Por que você não quer mais ir à igreja?

Wayne Jacobsen
e Dave Coleman

Aos bem-aventurados – aqueles que hoje e
ao longo de toda a história são insultados,
excluídos e perseguidos simplesmente por seguirem
o Cordeiro para além das normas aceitas
pela tradição e a cultura.
(MATEUS 5:11)

1
Estranho, muito estranho
Naquele momento ele era a última pessoa que eu gostaria de ver.
Meu dia já tinha sido suficientemente ruim e agora com certeza ia
ficar pior.
Mas lá estava ele. Um pouco antes entrara no refeitório, indo direto à
geladeira para pegar um suco de frutas. Pensei em me esconder debaixo
da mesa, mas logo me dei conta de que estava velho demais para isso.
Talvez ele não me visse naquele canto nos fundos. Olhei para baixo e
escondi o rosto com as mãos.
Pelas frestas dos dedos pude ver que ele se virou, recostou-se no balcão
e ficou bebendo seu suco enquanto examinava o salão. Aí, ao perceber
que não estava só, olhou para mim e, demonstrando surpresa,
partiu em minha direção. Por que aqui? Por que logo esta noite?
Tinha sido de longe o pior dia de uma batalha longa e atormentada.
Desde as três da tarde, quando a asma fizera a primeira tentativa de
sufocar Andrea, nossa filha de 12 anos, estávamos em vigília, lutando
por sua vida. Corremos logo com ela para o hospital, acompanhando,
10 • Por que você não quer mais ir à igreja?
angustiados, seu esforço para respirar, e ficamos assistindo à luta dos
médicos e enfermeiras contra a doença.
Admito que não sei lidar bem com isso, apesar de toda a prática que
tenho acumulado. Minha mulher e eu vimos testemunhando o sofrimento
de nossa filha desde seu nascimento, sem saber quando uma
crise súbita, com risco de morte, poderá nos mandar às pressas para o
hospital. Vê-la sofrer me deixa com muita raiva. Por mais que nós e
tantas outras pessoas rezemos por ela, a asma só piora.
Finalmente a medicação fez efeito e ela começou a respirar melhor.
Minha mulher foi para casa tentar dormir um pouco e tranqüilizar
seus pais, que tinham ficado com nossa outra filha. Eu passei a noite ao
lado de Andrea. Quando ela afinal adormeceu, vim até o refeitório em
busca de algo para beber e de um lugar tranqüilo para ler. Estava me
sentindo elétrico demais para dormir.
Aliviado por encontrar o lugar deserto, pedi uma xícara de café e me
sentei nas sombras de um canto mais afastado. Estava tão revoltado que
mal conseguia pensar direito. O que foi que eu fiz de tão errado para
minha filha precisar sofrer tanto? Por que Deus ignora meus pedidos
desesperados para que ela fique curada? Alguns pais se queixam de ter
que bancar o motorista para os filhos. Mas eu sequer sei se Andrea vai
sobreviver ao próximo ataque de asma e me preocupa pensar que os
esteróides com que ela vem sendo tratada acabem retardando seu
crescimento.
E agora, bem no meio dessa raiva em que eu me deixava afundar, ele
vinha se intrometer no meu santuário privativo. Enquanto caminhava
em direção à minha mesa, eu sinceramente cheguei a pensar em lhe dar
um murro na boca caso ele ousasse abri-la. Mas no fundo eu sabia que
não era capaz de fazer isso. Minha violência é só interna, não se mostra
do lado de fora, onde possa ser vista.
Jamais conheci alguém mais decepcionante do que o João. Fiquei excitadíssimo
na primeira vez em que nos encontramos, porque achei que
nunca tinha encontrado alguém mais sábio. Mas ele só me causou aborrecimentos.
Desde que surgiu na minha vida, perdi o emprego com que
sonhara durante tantos anos, fui afastado da igreja que tinha ajudado a
Estranho, muito estranho • 11
fundar havia 15 anos e até meu casamento entrou numa turbulência
que nunca acontecera antes.
Para que se entenda quanto me sinto frustrado, será preciso retroceder
até o dia em que vi João pela primeira vez. Por mais incrível que
tenha sido o começo, não se compara a tudo o que veio depois.

Minha mulher e eu comemoramos nosso décimo sétimo aniversário
de casamento com uma viagem de três dias à praia de Prismo, no litoral
da Califórnia. Ao voltarmos para casa no sábado, paramos em San
Luis Obispo para almoçar e fazer umas compras. O centro comercial
todo restaurado é o principal atrativo da região, e naquele dia ensolarado
de abril as ruas estavam apinhadas de gente.
Depois do almoço, cada qual foi para um lado. Eu fui dar uma olhada
nas livrarias enquanto minha mulher percorria as lojas de roupas e presentes.
Como terminei meu passeio mais cedo, sentei-me na mureta de
uma loja para saborear um sorvete de chocolate.
Não pude deixar de observar uma discussão acalorada que ocorria
um pouco mais acima na rua. Quatro estudantes universitários e dois
homens de meia-idade distribuíam panfletos azuis brilhantes e gesti -
culavam ferozmente. Eu tinha visto aqueles panfletos antes, enfiados
nas palhetas dos limpadores de pára-brisas dos carros e espalhados pelo
meio-fio. Eram convites para uma peça sobre o fogo do inferno que estava
sendo apresentada numa igreja local.
– Quem vai querer ir a uma produção de segunda categoria como essa?
– Nunca mais ponho os pés numa igreja!
– A única coisa que aprendi na igreja foi a me sentir culpado!
– Freqüentei durante muito tempo a igreja, saí cheio de cicatrizes e
nunca mais volto lá!
Era uma verdadeira competição para ver quem ia acrescentar o próprio
veneno.
– De onde é que aquela gente arrogante tira a idéia de que pode me
julgar?
12 • Por que você não quer mais ir à igreja?
– Eu queria saber o que Jesus acharia se entrasse numa dessas igrejas
hoje!
– Acho que não entraria.
– E, se entrasse, provavelmente dormiria entediado.
Gargalhadas soaram mais alto.
– Ou talvez morresse de rir.
– Ou de chorar – sugeriu outra voz, fazendo todo mundo parar e
refletir por um momento.
– Será que ele usaria terno?
– Só se fosse para esconder o chicote com que haveria de fazer uma
bela faxina.
O volume crescente da discussão chamava a atenção das pessoas, que
retardavam o passo para ouvir – umas, perplexas com os ataques a algo
sagrado como a religião, outras tentando dar a própria opinião.
A discussão atingiu o auge quando um dos recém-chegados pôs-se
a defender a Igreja. As acusações e queixas se intensificaram. Recla -
ma ções sobre sedes e construções suntuosas, sermões hipócritas, ma -
çantes, sempre pedindo dinheiro, e o tédio de tantas reuniões. Os que
procuravam defender a Igreja viam-se forçados a admitir alguns desses
pontos fracos, mas tentavam destacar muitas realizações positivas
das igrejas.
Foi então que eu o vi. Devia estar na faixa entre 30 e muitos e 50 e
poucos anos, difícil dizer. Era baixo, de cabelos pretos ondulados e barba
desgrenhada salpicados de fios acinzentados. Vestia uma blusa verde de
mangas compridas, calças jeans e tênis, e sua apa rência firme e decidida
fez com que eu me perguntasse se não teria sido um daqueles líderes
contestadores dos anos 1960.
Na verdade, o que mais atraiu meu olhar foi sua fisionomia grave e o
jeito determinado com que se encaminhou diretamente para o centro
do debate. Ele pareceu se fundir à multidão, para logo emergir bem no
meio dela, encarando os participantes mais ferozes. Quando seus olhos
se voltaram em minha direção, fui capturado pela intensidade deles.
Eram profundos – e vivos! Fiquei como que hipnotizado. O homem
parecia saber o que ninguém mais sabia.
Estranho, muito estranho • 13
A essa altura a discussão se tornara hostil. Os que atacavam a Igreja
voltavam sua raiva contra Jesus, chamando-o de impostor. Como já era
de imaginar, isso deixou os defensores ainda mais furiosos.
– Espere até ter que encará-lo quando estiver ardendo no fogo do
inferno – alguém vociferou.
Quando eu pensei que a confusão iria descambar para o corpo-acorpo,
o estranho lançou uma pergunta à multidão.
– Vocês realmente não fazem a menor idéia de como era Jesus. Fazem?
As palavras fluíram de seus lábios com a suavidade da brisa que
balançava as árvores acima de nossas cabeças, em franco contraste com
a discussão acalorada que o rodeava. Mas, apesar da doçura com que
essas palavras foram pronunciadas, seu impacto não se perdeu na multidão.
O clamor ruidoso rapidamente se abrandou, enquanto rostos
tensos davam lugar a expressões intrigadas. Quem disse isso? era a pergunta
muda que se podia perceber nas fisionomias surpresas.
Eu ri comigo mesmo, porque ninguém estava enxergando o homem
que acabara de falar. Ele era tão baixo que facilmente poderia passar
despercebido. E, no entanto, intrigado com seu comportamento, eu tinha
passado os últimos minutos observando-o.
Enquanto as pessoas olhavam em volta, ele repetiu a pergunta, quebrando
o perplexo silêncio.
– Vocês fazem idéia de como Jesus era?
Nesse instante todos os olhares se curvaram na direção da voz e se
surpreenderam ao ver o homem que falara.
– O que é que você sabe sobre isso, coroa? – um homem finalmente
perguntou, a zombaria respingando de cada palavra.
O olhar de censura da multidão deixou o homem desconcertado. Ele
riu sem graça e desviou os olhos, até que a atenção de todos retornou
ao estranho. Mas este não parecia ter nenhuma pressa para falar. O
silêncio ficou suspenso no ar, muito além do ponto de incômodo. Alguns
olhares e gestos nervosos manifestaram-se na multidão, mas ninguém
disse nada, e todos perma neceram onde estavam. Durante esse tempo o
estranho analisou a multi dão, parando para focalizar cada pessoa por
um breve momento. Quando capturou meu olhar, tudo dentro de mim
14 • Por que você não quer mais ir à igreja?
pareceu se fundir. Desviei os olhos instantaneamente. Após alguns
segundos, olhei de volta, na esperança de que ele não estivesse mais
olhando na minha direção.
Depois do que pareceu um tempo insuportavelmente longo, ele falou
novamente. As primeiras palavras foram sussurradas diretamente para
o homem que havia ameaçado os demais com o inferno.
– Por que você disse isso?
Seu tom de voz era suave e triste, e as palavras soavam como um convite.
Não havia nelas o menor traço de ódio. Meio embaraçado, o homem
revirou os olhos, como se não estivesse entendendo a pergunta.
O estranho olhou em torno por algum tempo, depois começou a
falar, as palavras fluindo suavemente:
– Jesus não tinha nada de muito especial. Poderia andar por esta rua
hoje e nenhum de vocês sequer o notaria. Na realidade, talvez o evitassem,
pois certamente ele destoaria de todos. Mas foi o homem mais
gentil que já se conheceu. Era capaz de silenciar os detratores sem precisar
erguer a voz. Nunca intimidou ninguém, nunca chamou atenção
para ele mesmo nem fingiu gostar do que lhe fazia mal à alma. Era
autêntico até o âmago de seu ser. – Fez uma minúscula pausa. – E no
âmago daquele ser existia um imenso amor. – Nova pausa. – E como ele
amou! – Seus olhos se distanciaram da multidão, parecendo perscrutar
as profundezas do tempo e do espaço. – A humanidade só descobriu
o que era verdadeiramente o amor por intermédio dele. Mesmo os que
o odiavam. Mas ele não discriminava ninguém, pois esperava que, de
algum modo, pudesse fazer seus inimigos descobrirem que o amor é a
essência e a realização máxima do ser humano.
A multidão parecia paralisada ouvindo-o falar.
– Ninguém foi tão honesto quanto ele. Mesmo quando suas ações ou
palavras expunham os aspectos mais sombrios das pessoas, estas não se
sentiam envergonhadas. Ele lhes dava total segurança, pois suas palavras
não indicavam o menor sinal de julgamento, eram simplesmente
um chamado para a superação e o crescimento. Qualquer um podia
confiar-lhe seus mais íntimos segredos. Se algum de vocês tivesse que
escolher uma pessoa para ampará-lo em seu pior momento, gostaria
Estranho, muito estranho • 15
que fosse ele. Jesus não desperdiçava o tempo zombando dos outros,
nem de suas preferências religiosas. – Olhou fixamente para os que, um
momento antes, se atacavam. – Se tinha algo para dizer, ele dizia e
seguia seu caminho, deixando em você a certeza de ter sido intensamente
amado.
O homem se deteve, os olhos e a boca cerrados como se tentasse conter
as lágrimas. Depois prosseguiu:
– Não se trata de sentimentalismo barato. Ele amava, realmente amava.
Para ele não importava que fosse um fariseu ou uma prostituta, um discípulo
ou um mendigo cego, um judeu ou um não-judeu. O amor dele
estava disponível para qualquer um. A maioria o abraçava quando o
via. Os poucos que o seguiam experimentavam um frescor e uma
energia que nunca iriam esquecer. De alguma forma ele parecia saber
tudo a respeito deles e os amava incondicionalmente.
O homem fez uma pausa e observou a multidão. Atraídas por suas
palavras, umas 30 pessoas haviam parado para escutar, com o olhar fixo
e as bocas abertas de espanto. Seu depoimento era tão convincente que
ninguém poderia duvidar de sua força e autenticidade. As palavras brotavam
do mais profundo da alma daquele homem.
– E, mesmo pregado na cruz – os olhos do homem se voltaram para
as árvores que se erguiam acima de nós –, seu amor continuou se derramando
sobre todos, sem distinção. Ao se aproximar da morte, depois
de um grito em que expressava seu sentimento de abandono, ele entregou
sua vida ao Pai, para nos resgatar de nossos pecados. Não houve
momento mais belo em toda a história da humanidade. Seu flagelo se
tornou o instrumento para que sua vida fosse compartilhada conosco.
Não era um louco. Era o Filho do Deus amoroso que ele ma nifestou
durante toda a sua vida e até o último suspiro.
Quanto mais o homem falava, mais eu me deixava impressionar. Ele
discorria com a intimidade de alguém que tivesse convivido muito de
perto com Jesus. Lembro que na hora pensei assim: Este homem é exatamente
como eu descreveria o apóstolo João.
No momento em que esse pensamento me passou pela cabeça, o
homem se deteve no meio da frase. Virando-se para a direita, seus olhos
16 • Por que você não quer mais ir à igreja?
pareceram procurar alguma coisa na multidão e subitamente se cra -
varam nos meus. Os pêlos da minha nuca se eriçaram, e calafrios percorreram
meu corpo. Ele sustentou meu olhar por um instante. Depois,
um breve mas claro sorriso abriu seus lábios enquanto ele piscava e
acenava com a cabeça para mim.
Pelo menos é assim que eu me lembro agora do que aconteceu.
Fiquei chocado na hora. Será que ele lê meus pensamentos? Mas que
tolice! Como é que ele poderia ser um apóstolo de 2 mil anos de idade? Isso
é simplesmente impossível.
Ninguém ao meu redor pareceu perceber sua piscadela e seu sorriso.
Eu estava atônito, era como se tivesse levado uma bolada na cabeça.
Uma corrente elétrica percorreu meu corpo enquanto minha
mente se enchia de interrogações. Eu tinha que saber mais a respeito
desse estranho.
A multidão aumentava à medida que mais e mais pessoas se aproximavam
tentando ver o que se passava ali. O estranho pareceu ficar in -
comodado com o espetáculo em que aquilo estava se transformando.
– Se eu fosse vocês – ele disse, sorrindo para aqueles que haviam iniciado
a discussão –, perderia menos tempo falando mal da religião e
investiria mais para descobrir quanto Jesus deseja ser nosso amigo sem
impor qualquer condição. Ele vai cuidar de vocês e, se deixarem, se
tornará, de longe, seu maior amigo. Se o conhecerem melhor, vocês o
amarão mais do que a qualquer outra pessoa. Ele lhes dará um propósito,
um sentido de vida, que lhes permitirá superar todo estresse e
sofrimento e que os transformará profundamente. Quando isso acontecer,
vocês saberão o que são verdadeiramente a liberdade e a alegria.
Depois ele se virou e abriu caminho na multidão na direção oposta
àquela em que eu me encontrava. Sem saber como reagir, ninguém se
mexeu ou disse qualquer coisa por um instante.
Tentei vencer a multidão para poder falar pessoalmente com o homem.
Seria possível que ele fosse João, o discípulo querido de Jesus? Se não,
quem era? Como sabia das coisas de que falava com tamanha segurança?
Foi difícil atravessar aquela massa sem perder o homem de vista.
Resolvi chamá-lo de João. Consegui chegar ao outro lado bem a tempo
Estranho, muito estranho • 17
de vê-lo dobrar uma esquina. Dirigia-se a uma viela que ligava a área de
comércio a um estacionamento.
Ele se achava apenas uns 15 passos à minha frente quando entrou na
viela. Era um alívio saber que teria pelo menos uma chance de conversar
com ele, já que ninguém mais o seguia. Dobrei a esquina, preparando-
me para lhe pedir que parasse, mas, em vez disso, estaquei de
súbito, olhando a viela.
Estava vazia. Voltei, confuso. Será que ele havia de fato entrado ali?
Olhei em ambas as direções, mas não vi sua blusa verde. Eu tinha a certeza
de que ele viera por ali, mas era impossível ter coberto os 40 metros
da viela nos três segundos que eu levara para alcançá-la.
Meu coração disparou. Receando tê-lo perdido, saí correndo. Não
havia uma porta, nenhuma passagem por onde ele pudesse ter-se enfiado.
Por fim eu me vi no estacionamento olhando em todas as direções.
Nada. Nenhum sinal do estranho.
Confuso, corri de volta pela viela até a rua, rezando o tempo todo
para encontrá-lo. Procurei por toda parte sem sucesso. Ele sumira.
Fiquei no auge da frustração.
Finalmente me sentei num banco, meio desorientado. Massageei
minha testa crispada, tentando formar um pensamento coerente. As
idéias se atropelavam em minha cabeça. Quem era ele e o que lhe acontecera?
Suas palavras haviam me tocado profundamente, e a lembrança
dele piscando para mim ainda me causava arrepios.
Finalmente desisti de encontrá-lo e quis apagar da mente aquela
manhã como um daqueles acontecimentos inexplicáveis na vida.
Não sabia quanto estava enganado.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

DIFERENÇA ENTRE CARTUM, CHARGE E CARICATURA

"Charge, cartum, caricatura, é tudo a mesma coisa?

Apesar de muitas vezes esses termos serem usados como sinônimos, existem diferenças entre eles. Vamos conhecê-los melhor.

Caricatura: tem sua origem na Itália do século XVII, derivado da expressão ritratti carichi ou retrato carregado. A caricatura retrata figuras humanas, exagerando no desenho algumas características físicas da pessoa.

Charge: aborda fatos ou acontecimentos específicos. Sua compreensão é maior quando se conhecem os contextos sociais, econômicos, políticos e/ou culturais que levaram a sua elaboração.

Cartum: é um desenho humorístico que se dedica a temáticas mais abrangentes da sociedade, tendendo a ser menos comprometido com o dia a dia dos fatos e mais universal. São temas comuns: o bem e o mal, a guerra, a infidelidade conjugal, etc. Assim, sua compreensão é atemporal, podendo, portanto, ser entendido por pessoas de diferentes épocas e lugares, uma vez que a contextualização típica de uma charge não é necessária. Frequentemente vem acompanhado da linguagem escrita também".


Gislaine e Reinaldo_ In: www.atica.com.br

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O EFEITO COR DE ROSA

"Em um mundo planejado pra ser “azul” foi inevitável a presença “cor-de-rosa”! Uma das primeiras idéias criativas de Deus! E começa lá no Éden. Deus decidiu que não seria bom para a humanidade nascente a presença monocromática do azul! Estava criado, então, o efeito cor-de-rosa! E Deus, mais uma vez, estava coberto de razão! Ficou muito mais bonito, mais vívido, mais colorido, mais alegre, mais pleno! O azul ficou cheio de vida, sentindo-se mais completo. Combinou bem!

Para surpresa do azul, o efeito cor-de-rosa começa a se manifestar. Ele é dinâmico, não veio pra ser apenas um complemento. Tem vida própria, é forte, se impõe! Por um descuido inicial e contando com a cumplicidade do parceiro Azul, provocou uma mancha que se alastrou por todas as cores da tela do universo! Recuperada, porém, pelo Artista das cores, começa a atuar na história da humanidade, tornando-se uma presença indispensável e extremamente necessária e linda!

O efeito cor-de-rosa vai estender a sua presença na história das famílias, sem dúvida, o seu maior campo de ação; terá importante presença na formação social; no mundo político, nos reinos e seus governos; na educação dos povos e na cultura; e, evidentemente, na vida religiosa, onde o efeito cor-de-rosa vai desempenhar um papel primordial na Igreja do Principal das cores, Jesus! Está presente, hoje, em todos os níveis da vida ativa da Igreja. A Igreja Presbiteriana do Brasil sente-se muito honrada e orgulhosa por tê-la entre as suas cores. A Igreja Presbiteriana de Sta. Rita do Passa Quatro parabeniza a Sociedade Auxiliadora Feminina pelos seus 10 anos de organização e serviços. O Efeito Cor-de-Rosa tem sido uma grande bênção para esta Igreja! Parabéns SAF. Deus a abençoe cada vez mais!!!

Rev. Gerson Braga Pereira – SRPQ, sábado, 02 de agosto de 2008
"



In: gebraga.blogspot.com

sábado, 16 de maio de 2009

AMADURECIMENTO DE UM BLOGUEIRO EVANGÉLICO

Nenhum projeto pessoal pode ser levado à perfeição sem dedicação, tempo e persistência. Isto significa que Blogs também estão incluídos nisso. Quero refletir com você o que penso depois de cinco anos escrevendo e publicando conteúdo cristão.

Creio que posso ser dedicado em algo porque me apaixone. Sempre amei o trabalho de evangelizar com a palavra escrita. Um blog para mim não é um artigo onde possa desfilar vaidade pessoal. Mas cedo ou mais tarde você se cansa, principalmente se for bem sucedido. Nisso, o sucesso pode produzir fastio.

Como cristãos, você e eu, detentores do conhecimento da mais alta tecnologia de publicação da palavra escrita, tanto em velocidade quanto abrangência geográfica, poderemos ir muito mais longe se deixarmos de ficar contemplando o próprio umbigo. Blogs são tecnologia pura, gratuitas, de alcance global. De 2009 em diante vão se tornar mídia obrigatória para líderes evangélicos. Entretanto, a internet é por demais pública para discussão de picuinhas e lavar "roupas" sujas. Quem fizer isto, em muito pouco tempo vai mostrar o tamanho do próprio caráter. Você pode não ter nenhuma expressão - como Davi de Jessé - todavia se levar a sério um projeto focado em Cristo, com dedicação você vai suplantar endereços de pastores, bispos, apóstolos e papas.

O tempo de amadurecimento define o poder de fogo de um blogueiro. Se ele se mantiver focado e dedicado, em fogo brando, mas constante, cada ano que passa são mais experiências, conhecimento, melhoria de redação e mais: conquistará uma multidão de leitores que se identificam com sua forma de pensar.

No primeiro ano, o blogueiro fica ansioso para ver seu nome estampado nas páginas dos buscadores. Quando pela primeira vez o meu, depois de um bom tempo, fiquei fascinado. Depois de mais de um ano blogando descobri as famosas ferramentas de contagem de visitas. Eu achava que poucas pessoas se dariam tempo a perder com minhas coisas. Eu estava enganado. Por outro lado, quando comecei a ver o contador de visitas mudando a cada dia, também fiquei ansioso. E esta ansiedade somente passou, quando em abril do ano passado meu counter desapareceu da Internet com os registros de 98.000 visitas. Depois disso, a ansiedade foi diminuindo, diminuindo, até não mais causar febre.

Por outro lado a eficiência foi aumentando. Aprendi a colocar corretamente os títulos dos textos, a corrigir os textos dentro do Word através do corretor ortográfico... ainda que não esteja 100%, pelo menos, em respeito aos leitores, procure deixar a ortografia o mais correta possível. Descobri quais assuntos interessam mais os leitores evangélicos e não evangélicos; também que um blog não pode ter matérias repetitivas, mas que sejam no formato de uma revista, ou seja, com assuntos variados. Um assunto de interesse público, pode atrair leitores não cristãos. Se você martelar apenas coisas de crentes, vai desprezar a maior parte de leitores em potencial - não crentes. Seu blog precisa ter tempero que agrade a crentes e não crentes. Não pode ser aquele prato insonso e repetitivo ano após ano. Isto só é possível com o passar dos anos, desde que seu propósito seja algo acima do narcisismo.

Cada ano que você bloga, mais sábio você pode ficar, principalmente se ouvir as críticas. Os elogios são muito agradáveis, bem-vindos... mas não produzem crescimento, apenas a sensação de que você está no topo. Isso em 99% dos casos não espelha a verdade. A crítica nos irrita (quem é que gosta dela?) mas quando somos criticados acontece uma reação em nosso cérebro. Podemos discordar a princípio, mas se formos honestos podemos ver com os olhos dos leitores aquilo que não conseguimos enxergar.

Um dos grandes inimigos dos blogueiros é a suposta falta de tempo ou de propósito. Blogs são como namoro: ou você se apaixona por eles e vai adiante ou desanima à beira do caminho. A parábola do semeador é muito bem aplicado no meio dos blogueiros evangélicos. Por má informação uns detestam, por falta de visão outros morrem com a raiz na pedra, os que não têm tempo são sufocados pelos espinhos. Mas, os que se mantêm focados, principalmente em Cristo, podem produzir muito. Um blogueiro com unção de Deus para escrever vai conseguir pela Internet mais do que qualquer evangelista já fez por outros métodos. A mídia é global. O poder da unção Espírito Santo é o mesmo.

A seu tempo, o blogueiro que investir na intimidade com Jesus e mantiver a produção de textos com inteligência ao longo dos anos vai atingir uma quantidade de leitores inimaginável.

É por isso que estamos aqui para semear chamadas, mudar conceitos e produzir desafios. Quando o assunto são Blogs, vale a pena começar, aprender a usar e persistir ao longo dos anos. Cada ano focado são dezenas de experiências acumuladas que ninguém pode tirar de você. Depois, à medida que você for conquistando maturidade neste processo de discipulado, não esqueça o verdadeiro espírito de um blogueiro cristão: compartilhe seu conhecimento com outros.


Em Cristo,
João Cruzué, in: www.ubeblog.com

sexta-feira, 15 de maio de 2009

BELMIRO BRAGA (MG)


"Histórico do Brasão da Prefeitura Municipal de Belmiro Braga
Escudo português (Ibérico), em campo de blau (azul), tendo em roquete, três estrelas de prata e, ao centro uma lira de três cordéis de ouro, um contra chefe(campanha, de sinople (verde) carregado de três faixas ondadas de prata, sendo a do centro em tamanho duplo.
- Num listel de goles (vermelho) destacando-se os seguintes dizeres de prata – 1852 – Belmiro Braga – 1962.
- Conjunto encimado pela coroa mural de cinco torres de prata que é a cidade, tendo sobre a torre central, uma elipse de azul carregada de uma flor de Liz de ouro.
Interpretação do escudo
O escudo Português em toda beleza evidência a origem lusitana de nossa pátria; os três distritos municipais: Belmiro Braga, Porto das Flores e Três Ilhas; a lira destaca o toponiaro, representando espiritualmente, a presença de grande poeta mineiro, nascido na localidade, as três faixas de prata a topografia hidrográfica da região, constituídas pelos rios, Paraibuna, Rio preto e Peixe; a Flor de Liz, Nossa Senhora Sant Ana, padroeira da localidade.- Datas: 1852, início do povoado e 1962 elevação a dignidade de município (cidade), por força da lei estadual número 2.764, de 30 de novembro de 1962.- As cores do escudo terão a seguinte significação:- Ouro – força, Prata – Goles; Vermelho – Intrepidez; - Azul – (Blau)- Serenidade; Verde –( Sinople) – Abundância".

quinta-feira, 30 de abril de 2009

NOTÍCIAS DIRETO DO MÉXICO SOBRE A GRIPE SUINA

" (...) não é muito o meu costumo postar textos de outra autoria aqui no blog, mas recebi notícias de um amigo que está no México, e achei útil postar, para a gente entender como as coisas estão por lá e poder rogar por eles.É bom também para a gente se situar!Coloco aqui, porque na verdade ele já publicou no orkut!

'Noticias aqui do Mexico , diante da epidemia da gripe suina. Como a maioria deve saber , moro no Mexico com minha familia desde 2005. Minha esposa é mexicana , temos o Samuelito com 3 anos! Estamos dentro de casa todo o tempo! Só saimos se for realmente necessário e com o famoso "tapa-boca". As escolas estao fechadas até o dia 6 de maio. Data em que as autoridades esperam , e queira Deus que as coisas se estabilizem! Tambem estao fechados os teatros , cinemas , restaurantes , shoppings e outros lugares publicos! Os templos estao fechados por decreto governamental , até segunda ordem! Não podem haver cultos! Eu iria tocar em vários eventos neste fim de semana (feriadão) , mas tudo foi cancelado!!! Até um casamento em que iria tocar foi adiado "sine-die"! (...) Coloco meu "cubre-boca" e vou a luta!!!! Já está quase bom!!!!Agora estou imobilizado por decreto do governo!!!! Orem pelo Mexico e por todo o mundo! Este é um problema mundial! MAS NAO É PARA SE ALARMAR! É SÓ SE CUIDAR!!! HIGIENE GALERA , HIGIENE!!!! Deus está no controle! É só confiar!!!! E isto vai passar! Orem para que toda esta loucura passe o mais rapido possivel! Em Cristo que nos fortalece e aumenta nossas defesas contra o vírus!! Paz e Graca!

Samuel'".

In: stellajunia.blogspot.com

domingo, 19 de abril de 2009

DICAS PARA CRIAÇÃO DE UM BLOG

"Qual é a melhor plataforma (portal) para se criar e publicar um blog. Há várias: www.vox.com; www.wordpress.com e blogger.com. Eu indicaria a última, pois pertence ao Google - o maior portal de serviço de buscas do mundo. Para se ter uma idéia, 90% dos leitores do meu blog vêm direcionados pelo serviço de busca do próprio Google. Um parceiro importante. Eu escrevo, publico e ele divulga os textos de forma global. No primeiro ano de trabalho, você não vê muito resultado, mas, à medida que você continua publicando, várias e várias páginas vão aparecer com seu nome e o os textos com o nome de seu blog. Quer fazer um teste? Estou blogando há cinco anos no Blogger - experimente digitar o nome "joao cruzue" na busca do Google. São mais de 35 páginas com coisas que escrevi, comentei ou comentaram sobre mim. A razão disso tem um nome: Blogs. Da mesma forma, isso também acontecerá com você. Eu não me alegro por meu nome estar ali tantas vezes, já me acostumei. Mas vou me alegrar muito ao ver o seu nome, o seu blog "bombando" na Net e falando de Jesus. Só o Google faz isto - através do Blogger".